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Sem modismo,Internet das Coisas exige um novo tipo de profissional

A Internet das Coisas não trará resultado às corporações se elas não tiverem pessoas que entendam a necessidade de apostar no conceito e que entendam o real impacto dessa conectividade integral aos negócios, pondera o Gartner. Na onda positiva em torno da Internet das Coisas, a consultoria sustenta que o 'modismo' não pode 'matar' a estratégia de adoção do conceito. E muitas das corporações entrevistadas pela consultoria não demonstraram ter uma política definida para aproveitar o real valor da Internet das Coisas.

"Não adianta apenas fazer produtos inteligentes para se fazer valer da conectividade. É preciso avaliar o ecossistema como um todo e, para isso, é necessário ter mais que um líder, um CIO, um diretor de Inovação que acredite na Internet das Coisas. Como envolve uma gama de tecnologias novas e exige habilidades, essa missão tem que ter um comandante, mas precisa ser endossada pelo quadro diretor da empresa. Sem isso, os projetos de IoT podem não trazer os resultados esperados e o risco de fracasso aumenta de forma considerável", adverte Steve Kleynhans, vice-presidente de pesquisas do Gartner.

O levantamento da consultoria sobre Internet das Coisas, realizado com 463 líderes de TI e de negócios com conhecimento sobre estratégia de IoT de suas empresas, revela que mais de 40% das organizações mundiais esperam que a Internet das Coisas possa vir a transformar seus negócios ou permita criar oportunidades significativas nos próximos três anos, tais como novas receitas ou redução de custos. Por sua vez, 60% das corporações entrevistadas projetam um impacto de maior longo prazo nos seus negócios (mais de cinco anos).

A consultoria pondera que fala-se muito, mas muitas das organizações entrevistadas admitem não possuir nenhuma estratégia de negócios definida em relação à IoT. Mais que isso: o potencial da Internet das Coisas não é reconhecido por boa parte dos executivos de níveis mais altos, relegando o tema às unidades de Tecnologia e de Negócios. E sem surpresa, segurança e privacidade despontam como os principais problemas para apostar na Internet das Coisas.

"Aqui voltamos ao ponto que o ser humano terá um papel crucial para transformar a conectividade possível em um negócio factível. A Internet das Coisas exige profissionais com habilidade e capazes de entender a transformação que ela trará ao dia a dia do trabalho. Esses especialistas precisam ser formados o quanto antes", completa o vice-presidente do Gartner. A consultoria prevê que 4,9 bilhões de coisas conectadas a Internet estarão em uso em 2015, um aumento de 30% com relação a 2014, e esse número chegará a 25 bilhões até 2020.

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