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Empresas telefônicas lideram lista do Procon

As empresas de telefonia móvel são as responsáveis pelo maior número de reclamações em todo o Grande ABC neste ano, de acordo com levantamento do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor).

A qualidade do serviço prestado no Estado é alvo de CPI na Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo.

Segundo estudo da instituição, que registra queixas entre janeiro e dezembro, Vivo, Claro, TIM e Oi aparecem entre as dez primeiras nos seis municípios da região onde a pesquisa foi efetuada. – a cidade de Rio Grande da Serra não aparece nos estudos.

Em Santo André, São Bernardo e São Caetano, a Claro liderou o ranking dos reclamantes, enquanto que em Diadema, Mauá e Ribeirão Pires, a Vivo foi a mais contestada pelos munícipes.

O principal alvo de críticas é cobrança abusiva e indevida por parte das empresas. A qualidade do serviço oferecido aparece na sequência entre as reclamações.

Em todo o Estado, as companhias ocupam as primeiras colocações na lista do Procon. O grupo Vivo/Telefônica lidera o ranking, com 40.572 ocorrências registradas, seguido pela Claro/Embratel/NET, com 31.561 queixas.

INVESTIGAÇÃO
Hoje, a partir das 14h30, a Assembleia Legislativa inicia de fato os trabalhos da CPI da telefonia móvel. Segundo Morando, a primeira ação será diagnosticar o panorama em torno dos problemas, partindo de três requerimentos já protocolados.

“O primeiro documento vai pedir o número de ações ajuizadas em torno das reclamações. Depois vamos atrás da atualização dos dados do Procon e também queremos a convocação do presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para prestar esclarecimentos”, explicou.

O parlamentar acrescentou que o objetivo da instauração da CPI visa proporcionar melhoras nos serviços. “São problemas que vêm crescendo e cabe a nós realizar essa apuração, não só para constatar as falhas, mas também para apontar um caminho a soluções. O que não podemos é ficar vendo uma situação como esta, em que se consegue falar melhor por telefone de um outro País do que no Estado”, detalhou.

O discurso de Morando foi atestado pelo relator da comissão, Roberto Morais (PPS), que também se colocou como uma das vítimas dos serviços prestados pelas empresas. “O que existe atualmente é um desmando muito grande por parte dos gestores. Eu mesmo passo por muitas dificuldades. Moro em Piracicaba e o sinal do meu telefone varia muito. Esperamos que os trabalhos possam definitivamente encerrar esses problemas. A qualidade das ligação sofre demais e acarreta em desgaste ”, destacou.

A CPI da Telefonia Móvel tem prazo de 120 dias, prorrogáveis. Entre as sanções máximas está a possibilidade de indiciamento criminal do investigado, caso haja elementos comprobatórios de ilegalidade.

Além de Morando e Morais, integram a comissão, os parlamentares André do Prado (PR), na função de vice-presidente, Roberto Massafera (PSDB), Alencar Santana (PT), João Paulo Rillo (PT), Chico Sardelli (PV), Luciano Batista (PTB) e Ed Thomas (PSB). 

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